DEPARTAMENTO DE GESTÃO HOSPITALAR SAS/MS
Hospitais Federais no Rio de Janeiro

Adeus Cigarro

Texto: Juliana Castro (supervisão de Géssica Trindade)

No embalo da campanha ‘Diga Não ao Tabaco’, o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), unidade do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, acaba de lançar nova edição do programa para incentivar o abandono do vício. O alvo do Programa de Cessação do Tabagismo é o próprio público interno: os servidores e colaboradores fumantes (as inscrições para eles começam no próximo dia 12 de junho e duram até o dia 23 deste mês).

No HFSE, a ação é promovida pela equipe de Serviço de Saúde do Trabalhador e, desde 2013, já contou com 45 participantes. O projeto compõe o Programa Nacional de Controle ao Tabagismo (PNCT), articulado pelo Ministério da Saúde por intermédio do Instituto Nacional de Câncer José Alencar (Inca). Já beneficiou profissionais de saúde como a auxiliar de enfermagem Kátia da Silva Oliveira, 57 anos. Ela participou em 2014 e, desde então, não fuma mais.

Graças ao Programa do HFSE, Kátia parou de fumar.

Kátia já havia perdido o pai por causa do cigarro. “Meu pai fumou a vida toda e faleceu devido à ‘Doença Obstrutiva Pulmonar’, que obstrui as vias aéreas e dificulta a respiração”, conta ela. “No meu início no programa, foi muito difícil, eu fiquei muito deprimida. Agora tenho mais disposição para o serviço e a convivência em casa, com a família e com os amigos melhorou muito”.

Nos encontros no HFSE, os participantes recebem orientações de uma equipe de médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos. Todos os inscritos fazem uma pré-avaliação para saber se estão aptos a participar ou não. “Precisamos saber se é o melhor momento para aquela pessoa parar de fumar. Para isso, serão avaliados aspectos psicológicos, sociais e físicos”, explica Welton da Silva Oliveira, enfermeiro do Serviço de Saúde do Trabalhador.

RIO É CAPITAL COM MENOR REDUÇÃO ANUAL – A campanha do Ministério da Saúde e do Inca foi lançada no último dia 31, o Dia Mundial Sem Tabaco. Dados divulgados na ocasião do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico) demonstram que a política brasileira de controle do tabaco reduziu em 35% a prevalência de fumantes nas capitais do país, de 2006 a 2016. Em 10 anos, o número caiu de 15,7% para 10,2%.

As capitais com maior prevalência de fumantes são Curitiba (14%), Porto Alegre (13,6%) e São Paulo (13,2%). Salvador foi a capital com a menor prevalência de fumantes (5,1%). O Rio de Janeiro, no entanto, foi a capital com menor redução anual na média de fumantes (com menos 0,43% por ano). Rio Branco foi a capital com maior redução anual média (de menos 1,06%).

No Brasil, o tabagismo foi responsável por 156.216 mortes em 2015, conforme o estudo ‘O Tabagismo no Brasil, morte, doença e política de preços e impostos’, do Ministério da Saúde e do Inca. O mesmo estudo aponta que o consumo de cigarros e outros derivados causou apenas em um ano prejuízo de R$ 56,9 bilhões ao país, decorrente de custos médicos diretos e indiretos (como perda de produtividade, morte prematura e incapacitação de trabalhadores).

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