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Hospitais Federais no Rio de Janeiro

Alongar é preciso: atividade previne lesões e relaxa o corpo

A rotina de trabalho de profissionais de saúde inclui horas em uma mesma posição e até esforço físico. Como eles devem se preparar para realizar este cuidado de pacientes sem prejudicar o bem-estar físico? O alongamento é uma das opções para prevenir lesões e relaxar o corpo ao longo do dia. A dica é do chefe do serviço de Fisioterapia do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE), Leonardo Fonseca.

“Alongar é uma atividade que aumenta o comprimento muscular, o que melhora a circulação local e relaxa a musculatura, dependendo da intensidade com a qual é realizada essa flexibilidade”, explica o fisioterapeuta. Leonardo aponta outro benefício: “o alongamento previne lesões às quais os profissionais de saúde estão expostos pelo tipo de trabalho que realizam, como excesso de carga e movimentos repetitivos”. Ele adverte, no entanto, que o limite de cada pessoa deve ser respeitado ao alongar, pois o exercício não deve causar desconforto, deve ser prazeroso.

A permanência em uma mesma posição por diversas horas é um dos fatores que causam fadiga ao corpo de trabalhadores. Para se proteger, o organismo começa a contrair, o que pode ocasionar dor. Se esta posição prolongada continuar, pode alterar a forma e os movimentos realizados pelo corpo.Leonardo Fonseca alerta para os sinais que o corpo dá: “prestem atenção no seu corpo que ele te avisará que a posição não esta confortável e precisará ser mudada. Essa mudança deve ser feita frequentemente para evitar a fadiga muscular”. Quem trabalha sentado deve atentar para a postura, pois os cotovelos devem permanecer apoiados na cadeira e o corpo deve ficar alinhado: punhos, joelhos, quadril e os ombros.

Suzana Griffo, fisioterapeuta traumatoortopedista do HFSE, destaca que a intensidade que você tensiona a musculatura interfere no quanto a atividade pode proporcionar um efeito relaxante para o profissional. O exercício de flexibilidade pode ser feito antes e depois de atividades físicas. O alongamento inicial deve ter uma tensão pequena, para não gerar um relaxamento excessivo e, ao fim, deve-se alongar com mais intensidade, por cerca de 15 a 30 segundos, com três a quatro repetições por grupo muscular. Suzana aponta os grupos importantes a serem flexionados: a musculatura da coluna cervical, da coluna lombar, dos braços e os punhos.

ALONGAMENTO EM GRUPO – A atividade de alongamento de profissionais de saúde começa cedo no centro cirúrgico do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE). Às 7 horas da manhã um grupo de 20 pessoas começa a rotina flexibilizando os músculos para aliviar a tensão de uma rotina de horas de cirurgias de alta complexidade. A reunião ocorre às quartas-feiras, sob a coordenação da fisioterapeuta e técnica de enfermagem, Mariane Nascimento de Lemos. O projeto inicial era voltado para enfermeiros e acabou ganhando adesão de todas as categorias.

Profissionais durante alongamento no Centro Cirúrgico do HFSE

Os encontros acontecem em um clima de harmonia. Mariane ajuda a trabalhar a postura correta para evitar dores musculares, a pausar e adequar a respiração para oxigenar os pulmões e desestressar, entre outros exercícios para alongar. São práticas animadas onde sorrir também é um santo remédio para relaxar.  No final dos 30 minutos, a turma está preparada para começar o dia. “Costumo dizer que não sou somente a orientadora, eu também participo dos exercícios. Não é só uma atividade para corrigir postura, mas que pretende melhorar a convivência entre os profissionais.” afirma a fisioterapeuta.

A técnica de enfermagem Valéria Fiuza está há 12 anos no Centro Cirúrgico e tem motivos de sobra pra acreditar que o alongamento traz muitos benefícios.  “Trabalhamos em um setor fechado, ficamos muito tempo acompanhando uma cirurgia, muitas horas em pé instrumentando. Isso mexe com o psicológico. As atividades ajudam aliviar o estresse, a coesão e a receptividade de um para o outro. Estávamos precisando sentir essa proximidade com quem a gente passa o maior tempo de nossas vidas.”, declara Valéria.

Texto: Pâmela Pinto e Geiza Araujo

Fotos: Geiza Araujo

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